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Espetos de sardinhas a assar nas brasas
Málaga

Comer em Málaga com critério: espetos, peixinho frito e vinho doce

Resposta curta

Coma o espeto de sardinhas num chiringuito de Pedregalejo ou El Palo (4-6 € as seis sardinhas, melhor ao almoço), peixinho frito onde houver burburinho local e vinho doce de barrica numa adega histórica como a Antigua Casa de Guardia. Comer bem fica por 20-25 € por pessoa; evite as esplanadas em frente à Catedral e na calle Larios.

Neste guia (7)
  1. O imprescindível
  2. Para beber
  3. Onde comer bem
  4. O lado prático: horários, preços e como chegar
  5. Regras para não falhar
  6. O que NÃO recomendamos
  7. Numa frase

Em Málaga come-se maravilhosamente e barato, se souber onde. É cozinha marinheira e simples, de chiringuito e de taberna, com um produto do mar excecional. A única armadilha são as esplanadas turísticas em frente à Catedral e na calle Larios; duas ruas mais à frente, tudo melhora. Este guia dá-lhe as chaves para comer como um malaguenho.

O prato que define a cidade é o espeto de sardinhas: tem de o provar sem falta, e no seu sítio (um chiringuito de praia), não numa esplanada do centro.

O imprescindível

Espeto de sardinhas. Sardinhas espetadas numa cana e assadas nas brasas de lenha de oliveira na areia, em barcos-grelha. Comem-se com os dedos, melhor na época (de maio a setembro; a regra dos "meses sem erre" pesa menos aqui: a regra local é da Semana Santa a outubro). O melhor sítio: os chiringuitos de Pedregalejo e El Palo.

Fritura malaguenha. O peixinho frito variado: boquerones, lulas, puntillitas, rosada. Estaladiço e leve.

Boquerones. Victorianos (da baía), fritos ou em vinagre. Imbatíveis.

Ajoblanco e porra. O ajoblanco é a sopa fria de amêndoa e alho (com uvas); a porra antequerana, um primo mais espesso do salmorejo. Refrescam no verão.

Para beber

O vinho doce de Málaga (moscatel ou Pedro Ximénez) é a imagem de marca. Prove-o numa adega histórica do centro onde o servem diretamente das barricas: uma experiência em si mesma. Também vinhos da Axarquía e dos Montes de Málaga.

Onde comer bem

Zona O que procurar
Pedregalejo / El Palo Espetos e peixinho frito em chiringuito
Mercado de Atarazanas Tapas, produto fresco, marisco
Calle Carretería / Soho Tabernas e cozinha de mercado
Centro (longe da Larios) Adegas históricas de vinho doce

Aviso: desconfie das esplanadas com menu plastificado em várias línguas e angariadores mesmo em frente à Catedral ou na calle Larios: preços turísticos e qualidade média. Caminhe duas ou três ruas em direção à Carretería, ao Soho ou ao mercado e tudo muda.

O lado prático: horários, preços e como chegar

  • Horários: os chiringuitos de Pedregalejo e El Palo servem espetos sobretudo ao almoço, das 13h00 às 16h30; à noite poucos acendem o barco. No centro petisca-se das 13h00 às 16h00 e das 20h30 às 23h30.
  • Preços indicativos: um espeto de seis sardinhas, 4-6 €; dose de fritura malaguenha, 12-15 €; boquerones fritos, 8-10 €; um copo de vinho doce de barrica, 1,50-3 €. Comer bem em Málaga fica por 20-25 € por pessoa.
  • Como chegar a Pedregalejo e El Palo: autocarro 11 a partir da Alameda Principal (20 minutos) ou 40 minutos a pé pelo passeio marítimo a partir de La Malagueta, que é um passeio lindíssimo. De táxi, 8-10 €.
  • Mercado de Atarazanas: abre de segunda a sábado das 8h00 às 15h00 e fecha aos domingos. Os bares lá dentro enchem a partir das 13h00; vá antes das 12h30 se quiser balcão.
  • Adegas de vinho doce: a Antigua Casa de Guardia (Alameda Principal, desde 1840) é a original: de pé, ao balcão, com a conta escrita a giz. El Pimpi é mais turístico, mas merece a visita pelo edifício.
  • Época do espeto: as sardinhas estão no ponto de maio a setembro. Fora de época, melhor fritura, amêijoas ou conchas finas.
  • Reservar: nos chiringuitos não é costume reservar; vá antes das 13h30 ao fim de semana. Nas tabernas do centro, às sextas e sábados à noite, sim.

Regras para não falhar

  1. O espeto, na praia. Num chiringuito com barco-grelha, não no centro.
  2. O peixinho frito, onde houver rotação. Sítios cheios de gente local = peixe fresco.
  3. O vinho doce, de barrica. Nas adegas históricas, não numa carta qualquer.
  4. Afaste-se da Larios e da Catedral para comer; aproxime-se só para passear.

O que NÃO recomendamos

  1. Comer na primeira linha da Catedral. Paga mais por menos.
  2. Pedir espeto numa esplanada do centro. Sem as brasas da areia, não é a mesma coisa.
  3. Saltar o Mercado de Atarazanas. É dos melhores programas gastronómicos da cidade.

Numa frase

Comer em Málaga com critério é um espeto de sardinhas num chiringuito de El Palo, peixinho frito onde há burburinho local e um vinho doce de barrica no centro: marinheiro, simples e barato se fugir das armadilhas da Larios. Aplicamo-lo no roteiro de Málaga em dois dias.